julho 27, 2014

GRAVE ACIDENTE DEIXA UMA VITIMA FATAL EM DUAS BARRAS

Um grave acidente ocorrido na tarde deste sábado, dia 26, por volta das 14h30, na RJ-116, entre as cidades de Bom Jardim e Cordeiro, deixou uma vítima fatal e três feridos que foram levados para hospitais de cidades vizinhas. O acidente aconteceu na altura do Km 117, na localidade de Monnerat, distrito de Duas Barras.



Acidente em Monnerat deixou uma vítima fatal. (Foto: Renner Monnerat Filho)

O carro que teve uma vítima fatal, uma Fiat Uno, era ocupado por um casal de guardas municipais de Nova Friburgo, Peterson Robaina Lage, 34 anos, que morreu na hora, e sua esposa, Ofélia Martins também de 34 anos que foi levada para o Hospital Antônio Castro, em Cordeiro.

No Gol, ocupado por dois moradores de Nova Friburgo, Maurício Kher Martins, 53 anos, Napoleão da Silva, 57 anos, que seguia sentido Macuco onde realizaria uma pregação. O policial militar que estava no local disse para nossa reportagem que aparentemente as vítimas estavam bem e apenas a motorista do Fiat Uno aparentava ter quebrado as pernas.

Segundo informações, a chuva fina pode ter contribuído para a derrapagem da Uno que atravessou a faixa e colidiu com o Gol que seguia sentido Cordeiro. O resgate da vítima foi realizado pelo Corpo de Bombeiros e pela equipe de resgate da concessionária que administra a rodovia.



http://aserra.com.br/noticias/grave-acidente-deixa-uma-vitima-fatal-em-duas-barras.html



(Fotos: Renner Monnerat Filho)

ESTAMOS DIVULGANDO ESTA MATERIA A PEDIDO DE PU1KLE CHARLES, POIS O ACIDENTADO E DA GUARDA MUNICIPAL DE NOVA FRIBURGO E O SOCORREU QUANDO SOFREU O ATROPELAMENTO.

Meus agradecimentos ao Peterson.

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Charles PU1-KLE

00:44 (Há 2 horas)
para mim
Meus agradecimentos ao Peterson. Sofri uma tentativa de homicídio dolosa (com a intenção de matar), na segunda feira, 21de julho, próximo/passado, praticada por um motorista de ônibus da FAOL, às 17 horas, na frente do Novo Fórum de Nova Friburgo – RJ, na Avenida Euterpe. Este marginal  atropelou-me, jogou-me ao chão e passou com as rodas dianteira e traseiras por cima das minhas duas pernas,  ônibus Faol  número 438, evadindo-se do local sem prestar socorro. Segundo alguns relatos, o motorista, após atropelar-me, parou o veículo e desceu, para ter certeza de que havia me matado, sendo detido por policiais à paisana que o conduziram à 151ª DP, com o ônibus (arma do crime). Não sei ainda informar se esse marginal foi detido, passou por algum tipo de exame toxicológico, se teve sua ficha criminal levantada pela Polícia, se foi, ao menos "fichado" por tentativa de homicídio doloso ou se foi apenas liberado. Meus advogados cuidarão disso e da responsabilidade que cai sobre a empresa FAOL - FRIBURGO  AUTO ÔNIBUS LTDA. Fui socorrido inconsciente ao Hospital Raul Sertã pelos Bombeiros Militares, pessoas de Deus, que oportunamente agradecerei pessoalmente, tão logo me livre e me recupere dos graves danos emocionais e físicos que sofri. Nesta mesma tarde, por volta das 18:30h, depois de ter sido muito bem atendido e recebido rapidamente os primeiros socorros da equipe do Hospital Raul Sertã e, diante da gravidade do meu estado (hemorragia interna, pressão arterial extremamente baixa, vários desmaios, escoriações e lesões graves por praticamente todo o corpo, principalmente nas pernas, e da necessidade de exames de imagem, como tomografia, ressonância, entre outros, precisei ser transferido para o Hospital São Lucas, também em Nova Friburgo – RJ. Mas a ambulância do Sertã não estava disponível naquele momento. Como sou radioamador e, também por conta disto, muito bem relacionado com pessoas de todas as esferas, em Nova Friburgo e em outras cidades e estados, rapidamente muitas dessas pessoas começaram a se mobilizar em meu socorro, ou na continuação deste. Foram Bombeiros, Policiais Militares e Civis, conhecidos, e inúmeros telefonemas de pessoas amigas de todas as regiões. Na continuação dos fatos, recebi a visita do Peterson, de um colega de serviço do Peterson, bem como do senhor Ronald, também membro da Guarda Municipal de Nova Friburgo – RJ. Diante da falta de ambulância e da necessidade urgente de me transferirem para um hospital com maiores recursos de equipamentos, o Peterson recebeu a orientação de guiar o meu carro,  transportando-me rapidamente ao Hospital São Lucas. Como eu perdi muito sangue, e estava com a pressão muito baixa e praticamente inconsciente, o Peterson, ao mesmo tempo que guiava, me pedia para falar, para contar qualquer coisa de mim, e repetia a todo instante “ Vai falando amigo. Pelo amor de Deus vai falando. Você não está nada bem e eu não quero que você morra. Fala, fala! Já estamos chegando... Você vai se salvar, fala, fala comigo...” Depois disto eu só me recordo dele parando na frente da emergência do Hospital São Lucas de Nova Friburgo e que um médico ou enfermeiro já me aguardava na porta com uma maca. O Peterson e seu colega de serviço, que havia dirigido a viatura da Guarda Municipal até o Hospital São Lucas, para então retornar com o Peterson às suas bases, foram os que me retiraram com todo cuidado do interior do meu veículo e me colocaram na maca. Não vi mais o Peterson e nem o seu colega de trabalho. Fui levado à Emergência do Hospital, mas devido ao meu grave estado e aos sintomas apresentados, fui imediatamente encaminhado ao C.T.I. (Centro de Tratamento Intensivo).  Hoje, ainda de cama, soube através de um amigo radioamador, de nome Rodrigo, que o meu protetor, o meu Anjo da Guarda, a pessoa que mesmo sem me conhecer, me acalentou com palavras de carinho, de conforto, de fé e de esperança, havia falecido ontem a tarde em um trágico acidente. Chorei muito. Chorei pelo carinho que ele me dedicou e que eu não pude lhe retribuir. Chorei pela perda de um futuro amigo. Chorei porque Nova Friburgo e, todos nós, perdemos um homem de bem. Um verdadeiro cidadão. Um amigo. E choro também neste exato momento, pela certeza que quando eu me recupere, não vou poder lhe dar o abraço que planejei lhe dar. Fica aqui o meu testemunho. Fica aqui o meu reconhecimento e agradecimento ao Peterson, e ao seu colega de trabalho, assim como a todas as pessoas, das mais diversas profissões, religiões e situação cultural e financeira, mas que estiveram direta ou indiretamente envolvidas no intuito de ajudar-me e de salvar a minha vida. Peterson, muito obrigado, e o abraço que quero lhe dar, será dado tão logo nos encontremos em uma outra existência.
O importante agora é nos preocuparmos com o estado de saúde da esposa do Peterson e em ajudá-la, além de amparar as  duas famílias (do Peterson e da sua esposa).
Este texto foi ditado por mim e digitado por minha esposa, pois não me encontro em condições físicas de fazê-lo.
Charles K. L. Bialet – Indicativo de radioamador: PU1-KLE – Membro da Rede Nacional de Emergência - E-mail: charlespu1kle@gmail.com


5 comentários:

  1. Obrigada, Toninho.
    Charles e eu estamos muito abalados com a notícia do falecimento do Peterson. Esse rapaz conduziu o nosso carro, levando Charles para o São Lucas, onde foi internado no CTI daquele hospital, na segunda, 21 pp, quando sofreu o atropelamento pelo ônibus da FAOL. Charles e eu somos muito gratos a ele, cuja atenção, dedicação e solidariedade foram fundamentais à preservação da vida do meu marido.
    Oportunamente Charles irá agradecer aos muitos amigos, radioamadores ou não, que prestaram seu apoio e solidariedade nesse momento tão difícil para nós.
    Aurora

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  2. PARTE 1

    Meus agradecimentos ao Peterson. Sofri uma tentativa de homicídio dolosa (com a intenção de matar), na segunda feira, 21de julho, próximo/passado, praticada por um motorista de ônibus da FAOL, às 17 horas, na frente do Novo Fórum de Nova Friburgo – RJ, na Avenida Euterpe. Este marginal atropelou-me, jogou-me ao chão e passou com as rodas dianteira e traseiras por cima das minhas duas pernas, ônibus Faol número 438, evadindo-se do local sem prestar socorro. Segundo alguns relatos, o motorista, após atropelar-me, parou o veículo e desceu, para ter certeza de que havia me matado, sendo detido por policiais à paisana que o conduziram à 151ª DP, com o ônibus (arma do crime). Não sei ainda informar se esse marginal foi detido, passou por algum tipo de exame toxicológico, se teve sua ficha criminal levantada pela Polícia, se foi, ao menos "fichado" por tentativa de homicídio doloso ou se foi apenas liberado. Meus advogados cuidarão disso e da responsabilidade que cai sobre a empresa FAOL - FRIBURGO AUTO ÔNIBUS LTDA. Fui socorrido inconsciente ao Hospital Raul Sertã pelos Bombeiros Militares, pessoas de Deus, que oportunamente agradecerei pessoalmente, tão logo me livre e me recupere dos graves danos emocionais e físicos que sofri. Nesta mesma tarde, por volta das 18:30h, depois de ter sido muito bem atendido e recebido rapidamente os primeiros socorros da equipe do Hospital Raul Sertã e, diante da gravidade do meu estado (hemorragia interna, pressão arterial extremamente baixa, vários desmaios, escoriações e lesões graves por praticamente todo o corpo, principalmente nas pernas, e da necessidade de exames de imagem, como tomografia, ressonância, entre outros, precisei ser transferido para o Hospital São Lucas, também em Nova Friburgo – RJ.

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  3. PARTE 2

    Mas a ambulância do Sertã não estava disponível naquele momento. Como sou radioamador e, também por conta disto, muito bem relacionado com pessoas de todas as esferas, em Nova Friburgo e em outras cidades e estados, rapidamente muitas dessas pessoas começaram a se mobilizar em meu socorro, ou na continuação deste. Foram Bombeiros, Policiais Militares e Civis, conhecidos, e inúmeros telefonemas de pessoas amigas de todas as regiões. Na continuação dos fatos, recebi a visita do Peterson, de um colega de serviço do Peterson, bem como do senhor Ronald, também membro da Guarda Municipal de Nova Friburgo – RJ. Diante da falta de ambulância e da necessidade urgente de me transferirem para um hospital com maiores recursos de equipamentos, o Peterson recebeu a orientação de guiar o meu carro, transportando-me rapidamente ao Hospital São Lucas. Como eu perdi muito sangue, e estava com a pressão muito baixa e praticamente inconsciente, o Peterson, ao mesmo tempo que guiava, me pedia para falar, para contar qualquer coisa de mim, e repetia a todo instante “ Vai falando amigo. Pelo amor de Deus vai falando. Você não está nada bem e eu não quero que você morra. Fala, fala! Já estamos chegando... Você vai se salvar, fala, fala comigo...” Depois disto eu só me recordo dele parando na frente da emergência do Hospital São Lucas de Nova Friburgo e que um médico ou enfermeiro já me aguardava na porta com uma maca. O Peterson e seu colega de serviço, que havia dirigido a viatura da Guarda Municipal até o Hospital São Lucas, para então retornar com o Peterson às suas bases, foram os que me retiraram com todo cuidado do interior do meu veículo e me colocaram na maca.

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  4. PARTE 3

    Não vi mais o Peterson e nem o seu colega de trabalho. Fui levado à Emergência do Hospital, mas devido ao meu grave estado e aos sintomas apresentados, fui imediatamente encaminhado ao C.T.I. (Centro de Tratamento Intensivo). Hoje, ainda de cama, soube através de um amigo radioamador, de nome Rodrigo, que o meu protetor, o meu Anjo da Guarda, a pessoa que mesmo sem me conhecer, me acalentou com palavras de carinho, de conforto, de fé e de esperança, havia falecido ontem a tarde em um trágico acidente. Chorei muito. Chorei pelo carinho que ele me dedicou e que eu não pude lhe retribuir. Chorei pela perda de um futuro amigo. Chorei porque Nova Friburgo e, todos nós, perdemos um homem de bem. Um verdadeiro cidadão. Um amigo. E choro também neste exato momento, pela certeza que quando eu me recupere, não vou poder lhe dar o abraço que planejei lhe dar. Fica aqui o meu testemunho. Fica aqui o meu reconhecimento e agradecimento ao Peterson, e ao seu colega de trabalho, assim como a todas as pessoas, das mais diversas profissões, religiões e situação cultural e financeira, mas que estiveram direta ou indiretamente envolvidas no intuito de ajudar-me e de salvar a minha vida. Peterson, muito obrigado, e o abraço que quero lhe dar, será dado tão logo nos encontremos em uma outra existência.
    O importante agora é nos preocuparmos com o estado de saúde da esposa do Peterson e em ajudá-la, além de amparar as duas famílias (do Peterson e da sua esposa).
    Este texto foi ditado por mim e digitado por minha esposa, pois não me encontro em condições físicas de fazê-lo.
    Charles K. L. Bialet – Indicativo de radioamador: PU1-KLE – Membro da Rede Nacional de Emergência - E-mail: charlespu1kle@gmail.com

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